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Como é mergulhar entre dois continentes?

Uma das maiores experiências que tivemos (até hoje). Na chamada “terra do gelo”, dos Vikings e dos cavalos com cabelos mais lindos.

Este lugar existe e se chama Silfra, fica na Islândia. Um país nórdico, que pode ser considerado uma “grande ilha” entre a Europa e Groenlândia. Sem dúvida alguma teremos diversos posts diferentes sobre este país incrível.

A Silfra é uma fenda entre as placas tectônicas da América e da Europa que fica no Parque Nacional Thingvellir (cerca de 50 minutos de Reykjavik – capital do país). Ou seja, ao mergulhar na Silfa a gente mergulha, literalmente, entre dois continentes! Como o território da Islândia tem muita atividade sísmica, essa fenda (Silfra) cresce cerca de 2 cm a cada ano. Como disse um dos locais que conhecemos, o país é um ótimo investimento em terreno, pois é um dos poucos lugares no mundo onde sua terra cresce anualmente! 

A água que “abastece” esta fenda vem do derretimento da segunda maior geleria do país, a Langjökull, que fica a cerca de 50 km de distancia de onde o mergulho é feito. O mais interessante é que a agua leva de 30 a 100 anos para cruzar este percurso passando por dentro das pedras vulcânicas, formadas pela lava… o que faz com a visibilidade chegue a quase 100 metros de distância! Totalmente potável e bem geladinha, entre 2 a 4ºC. Para se ter uma ideia, a agua é tão pura, mas tão pura, que não há um peixe sequer, pois não há alimento para eles.

Ao chegarmos no lugar do mergulho ficamos muito animados, mas ao mesmo tempo um pouco desesperados, pois sabíamos que iríamos mergulhar em águas praticamente congelantes e a temperatura externa estava em torno de 6°C. Além disso, quando você olha de fora, a Silfra não é toda essa maravilha que estávamos esperando, nada mais é do que um “laguinho qualquer”, e pensamos por um minuto que havíamos caído em uma dessas armadilhas para turistas.

Antes de começarmos o mergulho, a equipe da empresa que contratamos nos deu explicações do que era a Silfra e de como deveríamos agir dentro da água. Vestimos um traje de mergulho seco em cima de um traje térmico, ou seja, a água não entra em contato com o nosso corpo, o que ajuda, e muito, a disfarçar a temperatura da água e deixar o mergulho confortável. Exceto partes do rosto (principalmente os lábios), que ficam com aspecto de “Angelina Jolie” de tão inchados ao sair. 

Assim que você coloca a cabeça na água, se assusta! Pois é impressionante a visão do vale que está embaixo dos seus pés, gerando uma sensação de voo sobre as pedras. É simplesmente incrível e impressionante como a água é clara! E as cores? Muitas cores, muitos tons de azul, verde, marrons que não dá nem pra descrever.

A experiência é REALMENTE ÚNICA. Ao chegar, a água é um espelho refletindo o céu… ao entrar um vale colorido que te gera um sentimento do quão insignificantes nós somos no planeta. 😉

Algumas dicas:

  • A empresa que contratamos foi a Dive.is. Super profissional. SNORKELLING custa ~15 mil ISK (~140 dólares) e MERGULHO custa ~40 mil ISK (~390 dólares).
  • Visitamos no fim do Outono (Setembro), o que foi ótimo, pois apesar do vento extremamente gelado, deu para aproveitar bem todas as caminhadas ao longo do dia.
  • Se alimente antes! A roupa é um pouco “sufocante” pela pressão e você sente o gelo da água nas mãos e rosto, o que sobe sua pressão no fim do mergulho. Achávamos que seria bem rápido e acabamos pulando o almoço… o que não foi uma boa ideia, pois o passeio total levou em torno de 5 horas.

 

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